Festas populares

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Lavagem do Bomfim

É considerada a mais importante das comemorações e festas de largo de Salvador. O cortejo acontece na segunda quinta-feira após o 1º Domingo de Janeiro. É uma festa que mobiliza toda a cidade. Quase um feriado.
O cortejo tem a presença maciça de baianas e fiéis que caminham desde a Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia até o adro do Bonfim, junto com quase todos os habitantes da cidade (pessoas comuns, povo de santo, católicos, religiosos, políticos, etc.) que seguem todo o longo percurso em cortejo até a igreja, em ritmo de carnaval, com vários grupos de samba e “afoxés” para a “Festa da Lavagem do Bonfim”.

No percurso, as baianas carregam “água de cheiro” (água perfumada com alfazema) jarros de flores e vassouras junto com os devotos, turistas e a população em geral em um percurso de aproximadamente 8 quilômetros. Milhares de pessoas vestem-se de branco para acompanhar o cortejo, em busca de proteção do Santo e das águas perfumadas. Ao chegar, as baianas lavam as escadarias e o adro da Basílica de Nosso Senhor do Bonfim com água perfumada e jorram a água sobre as cabeças de pessoas que buscam neste banho a purificação do corpo e da alma.

Durante o resto do dia a festa prossegue com rodas de capoeira e samba, enquanto nas casas e nas inúmeras barracas armadas especialmente para a festa, os participantes se deliciam com comidas populares, como o caruru, o cozido, moquecas, feijoada e tantas outras.

Em seu lado religioso, a festa acontece com missas e novenas, durante todo o mês de janeiro, dedicadas ao Senhor do Bonfim.

Festa de Santa Bárbara

No dia 4 de dezembro, o Largo do Pelourinho fica coberto de fiéis vestidos de vermelho ou branco, para homenagear a Senhora dos raios e tempestades. A senhora que domina o fogo, sendo por isto a padroeira dos Bombeiros.
Depois de celebrada a Missa na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, onde cânticos são acompanhados por atabaques e agogô, sai a procissão, sob intenso foguetório, percorrendo as ruas do Centro Histórico. Uma parada acontece em frente ao Quartel dos Bombeiros e a Santa é saudada com as sirenes de todos os carros e mais foguetes. 
A procissão é composta de vários andores que precedem o de Santa Bárbara. Quem conhece o Xirê no Candomblé - Xirê é a festa pública - vai perceber que os andores dos santos, saem da Igreja seguindo a mesma ordem que os Orixás são reverenciados no Xirê.
Nesse dia se pode comer um esplêndido caruru no Mercado de Santa Bárbara! É a festa continua no Pelourinho, com samba e cerveja ao longo do dia.


Procissão de Nosso Senhor dos Navegantes

Tradicional celebração popular em todo o Brasil e em muitos lugares do mundo, celebra o primeiro dia do ano.
A festa tem origem portuguesa, datando de 1750. O evento inclui duas procissões marítimas: a primeira, no dia 31 de dezembro, faz o percurso Largo da Boa Viagem / Basílica da Conceição da Praia; a segunda, no dia 1º de janeiro – uma das mais populares da cidade – conta com centenas de embarcações acompanhando a Galeota Gratidão do Povo, que conduz a imagem de Nosso Senhor dos Navegantes pelas águas da Baía de Todos os Santos, desde o cais do Segundo Distrito Naval até a praia da Boa Viagem. O evento é precedido por tríduo, missa solene e festa de largo, que se transforma em um verdadeiro Réveillon popular na noite de 31 de dezembro e 1º de janeiro.

Festa de Iemanjá

Ocorre anualmente no dia 2 de Fevereiro. É uma das maiores festas de Salvador em homenagem à Iyaba (orixá feminino) “Rainha das águas”.
A celebração envolve milhares de pessoas que trajadas de branco e azul, depositam muitas flores e oferendas para a deusa das águas salgadas, tais como espelhos, bijuterias, comidas, perfumes e toda sorte de agrados no “presente” que é levado em procissão marítima até o alto mar pelo povo de santo, onde é "arriado" para ser recebido pela dona da festa.

Dia da Baiana - Dia 25 de novembro, comemorado com uma missa na Igreja de N. Senhora do Rosário dos Pretos e diversas manifestações culturais em toda a cidade.

Festa de Nossa Senhora da Conceição da Praia (Santa padroeira da Bahia) – Dia 8 de dezembro.
 

Outras manifestações culturais populares importantes:

Capoeira

A história da capoeira começa no século XVI, na época em que o Brasil era colônia de Portugal. Os escravos africanos eram proibidos de praticar qualquer tipo de luta. Assim, utilizaram o ritmo e os movimentos de suas danças africanas, adaptando a um tipo de luta. Surgia assim a capoeira.

Até o ano de 1930, a prática da capoeira ficou proibida no Brasil, pois era vista como uma prática violenta e subversiva. A polícia recebia orientações para prender os capoeiristas que praticavam esta luta. Em 1930, um importante capoeirista brasileiro, mestre Bimba, apresentou a luta para o então presidente Getúlio Vargas. O presidente gostou tanto desta arte que a transformou em esporte nacional brasileiro.

A capoeira possui três estilos que se diferenciam nos movimentos e no ritmo musical de acompanhamento. O estilo mais antigo, criado na época da escravidão, é a Capoeira Angola. As principais características deste estilo são: ritmo musical lento, golpes jogados mais baixos (próximos ao solo) e muita malícia.
O estilo Capoeira Regional caracteriza-se pela mistura da malícia da Capoeira Angola com o jogo rápido de movimentos, ao som do berimbau. Os golpes são rápidos e secos, diretos e também giratórios. Já o terceiro tipo de capoeira é o contemporâneo, que une um pouco dos dois primeiros estilos. Este último estilo de capoeira é o mais praticado na atualidade.